Nunca escrevi um verso feliz. Tento, retento. Escrevo, reescrevo. Mas li um dia: “A gente escreve o que a gente sabe”. Eu não sei o que é felicidade. Se bateu na minha porta, não abri. Se me dirigiu a palavra, não dei atenção. Se me acompanhou, não peguei na sua mão. Sempre, nos papéis, falta algo. Acho que em mim também. Não sei. Tudo anda tão normal. Ou me tornei comodado. Comodismo, monotonia, normalidade, tédio. Um universo de palavras para explicar o que nós sentimentos. Na verdade, todo mundo já teve seus dias de cão. Esses podem, talvez, ser os meus. Parecer-me especial só porque nada dá certo é uma idiotice. Tanto egoísmo. Mas, na verdade, do que nós somos feitos? Puro egoísmo. Passamos a vida à procura de dinheiro, realizações, fantasias, amigos, amor. Buscamos a ultima peça do quebra-cabeça, o zen, o yin, o yang. Vivemos para ser completados. Somos completados para viver. Qual a graça da vida sem o completo. Porém, há felicidade no completo? Foi o que me perguntaram um dia. Penso que não, pois qual a graça da vida sem um motivo para lutar. O que seria a vida sem aquela centelha de esperança, que faz a gente ter coragem para levantar. Os sonhos esperados são o que revestem o amanhã. A poesia do futuro é o que iluminam nossos olhos. E nós, corremos atrás como bobos. Bobos amantes, bobos bêbados, bobos poetas, bobos a lá Dom Quixote. Simplesmente bobos simplórios. Na aventura do para sempre, do tesouro perdido, da terra do Nunca, dos setes mares. Fazemos uma oração sincera desde o primeiro choro: que a minha vida não seja como a desde cara que vos escreve. Sem destino. Sem lar. Sem amores. Sem tesouros nem para sempres. Sem vida.
Convergido   (via romanteios)
Acordei impaciente para não perder o desabrochar do sol. A melhor hora do dia é essa: quando nós nascemos juntos, quando o clarão irradia minha pele e aquece a minha alma. Não costumo vestir muita coisa para aplaudir esse espetáculo, vou de qualquer forma. O sol apenas quer os meus olhos e corpo. Um sol morno, com tons alaranjados e que exala uma ótima sensação de bem-estar. Acordei apressado para poder prestigiar uma vez mais o nascer da vida, o iluminar de tudo. Sol que doiras minha pele, obrigado por me fazer tão pleno e completo. De momentos e momentos o sol se desloca e sobe no horizonte, vai tomando mais cor e forma atingindo seu potencial. No dia seguinte acordei e não tinha sol, não tinha muita luz e não tinha sentido o meu dia. Como é péssimo quebrar rotina. Meu dia ficou sem cores e brilho. Tem costumes que carregamos para a vida inteira e, mesmo assim, não nos sentimos preparados para alterá-los ou vivenciá-los de outra maneira. Já passei por isso diversas vezes, mas passei desapercebido. Comecei meu ritual semana passada e, durante ela, o sol foi sempre presente. Arrisquei demais em querer apenas uma coisa enquanto a vida oferece várias outras. Escolhi o sol por opção, mas como tudo, cada coisa precisa ser vivida e precisa ser feita conforme a sua vontade. É a lei da natureza. E essa é maior do que todas as outras. Que a partir de hoje ela me surpreenda a cada amanhecer.
Túlio Santos | Sol.  (via oxigenio-dapalavra)
Abre teu coração. Ou eu arrombo a janela.
Chico Buarque.    (via romanteios)
Insistir em algo que não deu certo é pedir pra sofrer.
Marcello Henrique. (via sou-inseguro)
Rolou na cama por um bom tempo, sem conseguir dormir, imaginando se, talvez, apenas talvez, ele também estaria acordado, pensando nela.
Nicholas Sparks. (via cuidei)
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